A Justiça paulista rejeitou uma solicitação de Alexandre Lima Abrão, filho do vocalista Chorão, para impedir os músicos Marcão Britto e Thiago Castanho de se apresentarem como Charlie Brown Jr. No processo, o herdeiro alegava ser o único proprietário da marca. Apesar dos músicos fazerem parte da formação original, Alexandre declarou à Justiça que o pai havia assumido a administração da banda, ficando responsável por questões burocráticas. Ele também apresentou o documento de registro em seu nome, além de um contrato assinado pelos músicos em 2021, no qual teriam se comprometido a solicitar uma autorização prévia sempre que fossem utilizar a marca Charlie Brown Jr em apresentações ou outras atividades. Por outro lado, Marcão e Thiago consideraram "absurda" a tentativa de Alexandre de tentar proibi-los de celebrar em turnê a história da banda, já que participaram da composição e gravação de todos os álbuns. "O grupo não foi fundado apenas pelo Chorão. Tratava-se de um conjunto musical, não de uma carreira solo", disseram na defesa. O juiz Guilherme Nunes concordou com as alegações da defesa, dizendo que os músicos contribuíram para o sucesso alcançado pela banda no país. "Assim, não parece minimamente razoável que não possam fazer uso de algo que representa a consolidação de trabalho conjunto", avaliou. O herdeiro de Chorão ainda poderá recorrer da decisão.
Manhã Sertaneja
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